Recomeçar.

Eu estive bastante ausente nos últimos meses. Ao que parece, a minha vida deu algumas outras tantas voltas que eu não esperava e eu vi-me completamente desmotivada para escrever, ou sequer, querer manter o blog.

Eu sou muito inconstante, é verdade, e essa inconstância tem me atrapalhado bastante nos últimos anos da minha vida, o que se reflete em tudo um pouco, até aqui, no blog…

Eu hoje acordei com o mesmo espírito dos últimos tempos, talvez até um pouco mais nostálgica, sonhei com alguém que eu amei (e talvez ainda ame) e isso tocou-me mais do que devia, mas também acordei com um sentimento de insatisfação. Senti-me aborrecida comigo mesma e com a minha atitude perante a vida. Saber que não sou quem eu estou a demonstrar ser deixou-me completamente perdida, então eu parei para refletir.

Eu tenho 22 anos e sei quem sou, eu sei do que gosto e do que não gosto, eu sei o que quero e certamente sei o que não quero para mim, então o que está a falhar?

Eu tenho pais e irmã maravilhosos, eu não vivo à larga, mas não sou nenhuma pobre coitada também, eu sou nova e tenho toda uma vida à minha espera, não me falta nada! Mas então porque é que eu vivo em constante insatisfação?

Eu não sei, nem sei quando vou saber a resposta a esta questão, mas eu sei que enquanto eu me mantiver assim, em pausa para mim mesma, eu não vou obter resposta alguma.

Hoje, dia 4 de Novembro de 2017 eu decidi que isso tinha de mudar. Eu quero mudar os meus hábitos, as minhas rotinas, eu quero me dedicar mais e entregar-me mais ao que eu gosto e ao que eu ambiciono, e hoje é o dia perfeito para isso!

Vou caminhar com bastantes incertezas dentro de mim, mas nada é certo na vida e eu sei que estou pronta para o que der e vier.

Obrigada a qualquer um que tenha lido este texto até ao fim, espero ouvir de vocês muito em breve,

 

XX Carol

25/365 Hora de Começar

Hora de começar o quê?

Só tu mesma podes responder a isso. O que queres para ti? O que queres para começar? O que precisas?

Sê sincera contigo mesma! Pára por 5 min e reflete acerca daquilo que és, daquilo que gostas, do que queres para a tua vida. És feliz como és? Sentes-te realizada?

O que te falta?

Eu tenho-me debatido com essas mesmas perguntas, vezes e vezes sem conta nos últimos tempos, sem resposta certa para cada uma delas e isso incomoda-me.

Tenho 21 anos e sinto-me inútil grande parte do meu tempo. Vejo pessoas à minha volta, com a minha idade tão mais tranquilas com o seu estilo de vida lento e rotineiro, sem propósitos, pergunto-lhes acerca dos seus planos para o futuro e os únicos planos que têm são para Sábado à noite.

Como assim?

Ok que eu também adoro Sábados à noite, mas e o resto da semana? E os outros seis dias que por ti passam? Eles não contam?

Preciso de me organizar, definir bem na minha cabeça aquilo que quero e o que tenho de fazer para chegar lá. Eu posso ser nova e ter ainda todo o tempo do mundo, mas o tempo só está a meu favor, quando eu faço ele valer a pena, não é? E quanto mais cedo eu começar, mais cedo eu vou ter!

Eu não estou aqui a tentar dizer que sou melhor do que ninguém, porque evidentemente não o sou, mas vejo tanta gente com potencial incrível, mas sem qualquer tipo de motivação e isso deixa-me de tal maneira frustrada e inquieta.

Não estou a tentar mudar ninguém, esse nem sequer é o meu objetivo, o que eu realmente quero é que, levantes esse rabo do sofá e vás para a rua, encontrar o teu propósito.

XX Carol

Voltar a mim

Para as leitoras que acompanham o blog já há algum tempo, devem se ter apercebido da quantidade de textos que tenho postado. Algumas podem ficar em dúvida se eles são provindos do meu imaginário, mas não são. Tudo o que tenho escrito, é o reflexo de mim e do que se passa na minha vida. Hoje não é excepção, por isso, àquelas que vão se aventurar nesta leitura, agradeço desde já por me acompanharem, mesmo que eu silêncio.

… Tudo aquilo que se passou, que eu deixei que se passasse, todas as atitudes que eu tomei e sei que noutra altura nunca tomaria, foram exclusivamente culpa minha. E é isto, acordei numa manhã qualquer e apercebi-me de que já não sei quem sou. Ando tão perdida, tão sem chão. Pergunto-me como me fui deixar chegar a este ponto.

Eu mudei, num período tão curto de tempo, mudei imenso.

Adquiri novos gostos, novas vontades, até novos amigos, mas nada disso, nada do que eu ganhei pode substituir tudo aquilo que eu deixei fugir.

Eu falo em valores, sonhos, hábitos de vida e maneiras de pensar e ver as coisas.

Sinto-me presa a uma vidinha cómoda, pequena, que não faz parte da minha identidade.

Não me sinto realizada, nem entusiasmada com nada. O tempo passa e eu deixo-o ir sem mim. Estagnei numa pessoa que inventei, mas que na verdade nunca existiu.

Eu não sou assim!

Eu não quero pouco, não me contento com pouco, não mereço pouco!

Eu sou muito, mais do que eu penso, e mereço muito, muito mais do que tenho recebido.

Hoje estou a dar um basta. Acabou a ilusão!

Eu não nasci com mente pequena e pensamento medíocre, eu ainda quero fazer a diferença. Tocar pessoas, fazê-las lembrar-se de mim, só preciso de encontrar-me, recuperar o tempo perdido.

Vou voltar a escrever, a cantar, a dançar porque quero. Vou apreciar as pequenas coisas da vida, como eu sempre soube fazer. Voltar a olhar para o céu para procurar estrelas.

Vou pensar mais em mim, dedicar-me mais a mim. Perdi demasiado tempo a depositar esperanças e energia em coisas que nunca me iriam retribuir da mesma forma.

Mas hoje eu vi, hoje tive provas e estou consciente, a partir de agora eu vou ser eu e o resto que se foda.

 

XX Carol