Dias quentes #sugestõesparaoblog

Heeeey Girls! Estamos quase oficialmente no verão e o calor já está a matar!

Entre dias atarefados e dias sem nada para fazer, tenho pensado imenso sobre novos posts para o Blog, mas confesso que a minha caixa de ideias deu o berro (provavelmente derreteu com o calor) e preciso urgentemente de sugestões.

Não sei se estariam interessadas em saber mais acerca da minha rotina diária, looks, posts de cariz mais pessoal ou talvez falar mais de determinados assuntos que vos possam vir a interessar… 😀 enfim, todas as ideias e propostas serão lidas e tidas em consideração!

Conto convosco para deixarem aqui em baixo um comentário!!

XX Carol

Querido Ex Namorado

“Podíamos ter sido tudo, mas preferiste fazer de nós nada.

Não sei em qual dia acordaste e viste que eu já não era boa o suficiente para ti. Não sei quando te apercebes-te que afinal eu não era alguém que quisesses apresentar aos teus amigos e chamar de tua namorada. Será que alguma vez fui mesmo TUA NAMORADA?

Eu achava que sim. Eu achava que gostavas de mim, tanto quanto eu gostava de ti e que falavas de mim tanto quanto eu. ENGANEI-ME.

Um dia deste-me a mão e soltaste-a, quando quem não devia ter notado, notou. Um dia abraçaste-me rápido e desfizeste o abraço, mais rápido ainda, quando percebeste que não estávamos sós.

De um dia para o outro, passaste a dizer-me que sentias muito mais do que mostravas e eu acreditei, porque doía mais se não acreditasse.

Devia ter ido embora quando amar-te passou a ser sinónimo de sofrer. Devia ter-te esquecido, quando te disse que para mim estava tudo acabado. Quando me mentiste, quando me fizeste sentir vergonha de ser como sou ao pensar que não era boa o suficiente, para ti e para os teus amigos que nunca sequer desconfiaram da minha existência. Devia ter-te ignorado, da mesma forma que tu me ignoraste ou castigaste, por às vezes ser ingénua demais para ver a maldade nos outros, que pareciam sempre querer tirar partido de mim.

Eu devia ter-te ignorado quando me procuraste, quando me fizeste perceber que ainda me amavas, quando me fizeste acreditar que ainda havia salvação para nós os dois…

Nunca te percebi, nem vou perceber… um dia queres-me só para ti, no outro nem te lembras que existo…

Cansei de ser lembrada só de vez em quando, quando não há ninguém melhor para te ocupar o tempo.

Desculpa a minha sinceridade, mas cansei de ser usada.

Espero que sejas feliz e não te desejo mal algum, mas para mim adeus é adeus e se foste covarde para nunca me dizer isso na cara, talvez eu seja corajosa para me despedir pelos dois.”

Mais um dos meus textos aleatórios, depois de uma temporada longe do blog!

XX Carol

Eu ia até ti. Eu ia porque sabia que precisavas e porque queria que precisasses de mim, tanto quanto eu precisava de ti. Eu ia porque tu me disseste “também te amo” quando eu já estava prestes a explodir em lágrimas.

Estava tão preocupada contigo que não pensei duas vezes quando me pediste para ir a teu encontro.

Eu fui porque não havia outra forma de ficar descansada, ouvindo a tua voz do outro lado do telefone em tom melancólico de choro a chamar por mim, as 2 e 4 da manhã.

Sabia que havia consequências em vir a teu encontro, e que elas iam acabar por me acertar em cheio na cara como sempre acontecia. Eu ia criar expectativas e esperar que reconhecesses o meu esforço e ia acabar desapontada contigo e mais ainda, comigo, porque sempre esperava por algo melhor, algo que nunca aconteceu.

Mas lembras-te quando queríamos o mesmo? Quando sentíamos exatamente o mesmo…

Eu quero que saibas que não importa onde e como acabamos, mas a qualquer hora eu vou embora e nessa altura eu espero que já tenhas seguido em frente, porque eu já vou estar longe. Sei que ainda vou sorrir quando te ouvir falar e ainda vou perguntar “Que foi? ” quando ficares demasiado tempo a olhar para mim de cenho franzido, porque há coisas que nunca mudam e tu nunca vais mudar, tu nunca mudarias por ninguém e talvez esteja mesmo aí o meu grande erro. Esperar pelo dia em que mudes por mim… Mas pelo menos eu sei onde eu erro, oxalá soubesses onde erras também!

Eu só queria que me segurasses nos teus braços e me desses a garantia de que era ali que pertencias e querias estar, comigo.

Um dia eu vou saber que tu conheceste alguém que te conseguiu dar aquilo que eu não sabia que precisavas. Nesse dia eu vou chorar, provavelmente como nunca chorei antes. Mas não faz mal, todos nós choramos vez ou outra e não há nada melhor do que deixar tudo aquilo que conservamos, nos escapar no soluço de um choro.

Nunca vou guardar rancor, mas também vou procurar não guardar nada, apenas para tentar garantir que eu fui até ti, até onde me foi permitido, mas também fui embora, quando chegou a hora do adeus.

 

XX Carol

“para que eu pudesse ser dele, sem que nos pertencêssemos”

Eu não sei se amor e sanidade são a mesma coisa, mas quando estou apaixonada eu sei que o mundo ganha sentido para mim. Eu sei que amar não é saber tudo, mas quando ele foi embora eu passei a não saber nada.
Sei quem ele é, como ele é, e do que ele gosta, mas não sei mais que isso.
Houve um dia em que nos amámos e um dia em que nos deixámos estar.
Estar longe.
Estar sós.
Ele amou-me uma vez e eu amei-o de volta. Coisas aconteceram e nós estagnamos e aqueles momentos de dúvida acerca do que eu sentia ficaram a pairar no ar. Eu queria tê-lo sem o ter por completo, mas tendo-o apenas para mim, para que eu pudesse ser dele, sem que nos pertencêssemos, mas nos preenchêssemos o bastante para não haver ninguém entre nós.
Eu não fui o suficiente e talvez eu seja culpada, mas eu deixei que a culpa fosse minha, porque eu sabia que era.
Agora olho para a janela do meu quarto e vejo-o lá e aquela insistente lembrança consome-me como um relógio TIC TAC que nunca para, nunca me deixa em paz, mas não quero que me deixe, porque sem ela eu estou sozinha.

  • Texto da minha autoria inspirado num poema de Neil Hilborn do livro Our Numbered Days

XX Carol

25/365 Hora de Começar

Hora de começar o quê?

Só tu mesma podes responder a isso. O que queres para ti? O que queres para começar? O que precisas?

Sê sincera contigo mesma! Pára por 5 min e reflete acerca daquilo que és, daquilo que gostas, do que queres para a tua vida. És feliz como és? Sentes-te realizada?

O que te falta?

Eu tenho-me debatido com essas mesmas perguntas, vezes e vezes sem conta nos últimos tempos, sem resposta certa para cada uma delas e isso incomoda-me.

Tenho 21 anos e sinto-me inútil grande parte do meu tempo. Vejo pessoas à minha volta, com a minha idade tão mais tranquilas com o seu estilo de vida lento e rotineiro, sem propósitos, pergunto-lhes acerca dos seus planos para o futuro e os únicos planos que têm são para Sábado à noite.

Como assim?

Ok que eu também adoro Sábados à noite, mas e o resto da semana? E os outros seis dias que por ti passam? Eles não contam?

Preciso de me organizar, definir bem na minha cabeça aquilo que quero e o que tenho de fazer para chegar lá. Eu posso ser nova e ter ainda todo o tempo do mundo, mas o tempo só está a meu favor, quando eu faço ele valer a pena, não é? E quanto mais cedo eu começar, mais cedo eu vou ter!

Eu não estou aqui a tentar dizer que sou melhor do que ninguém, porque evidentemente não o sou, mas vejo tanta gente com potencial incrível, mas sem qualquer tipo de motivação e isso deixa-me de tal maneira frustrada e inquieta.

Não estou a tentar mudar ninguém, esse nem sequer é o meu objetivo, o que eu realmente quero é que, levantes esse rabo do sofá e vás para a rua, encontrar o teu propósito.

XX Carol

A quem eu deixei ir…

Eu aprendi a viver sem ti. Pode não ter sido da maneira mais fácil, mas já passou, já foi!  Agora pouco dói, há dias em que nem me recordo de como era estar do eu lado.

Fizeste tanta questão de me afastar do teu mundo, que acabaste por me fazer não querer pertencer a ele e não sei se lamento por teres perdido a única pessoa que te amava de verdade ou se agradeça a mim mesma por finalmente ter aberto os olhos.

Estava tão habituada a te ter ao meu lado, que nem percebia que, na verdade, eu é que estava do teu. Eu é que ia ter contigo, eu é que te procurava, te chamava. E das poucas vezes em que eras tu a fazê-lo, era porque precisavas de algo, e como em tantas outras vezes, eu estava sempre disponível para tudo, porque te amava e pensava que tu me amavas também, ainda que de uma maneira um tanto estranha e distorcida.

Sofri muito quando me magoaste pela última vez, mas sofri por menos tempo.

Algo por trás da mentira me fez perceber que, aquela seria a última vez que eu te deixava, partir me o coração.

Não sei se foi o cansaço que venceu, a humilhação ou a espera demasiado longa por um pedido de desculpas que nunca chegou a vir, eu apenas sei que de um dia para o outro acordei e decidi dar um basta!

Eu tinha falta de amor-próprio, falta de afeto, falta de carinho, falta de atenção, falta de amor.

Achava que contigo, todas as minhas carências iam passar, mas foi preciso te deixar ir, para perceber que toda a minha falta, tinha um nome e não era o meu.

Eu agora sei quem sou e quanto eu valho! Não preciso de ninguém para me sentir amada, porque eu sou mais que suficiente.

Obrigada a ti, por me teres feito ver a idiota que eu era, ao pensar que sem te ter, não me tinha!

XX Carol

 

 

Novas Fases

Estamos no início de 2017, ainda que hoje seja o 23º dia do ano, tenho muito pela frente e acredito que tal como eu, muitas de vocês fizeram planos e listas de tudo aquilo que querem realizar este ano e tudo o que simplesmente optaram por deixar ir para seguir em frente.

Eu pessoalmente, passei por enumeras situações decisivas nos últimos meses. Vi-me obrigada a dizer “adeus” a muita coisa que eu nem sequer percebia que me faziam mal.

Tomei decisões importantes e fechei os olhos a tudo e a todos, para que desta vez, nenhuma opinião alheia, fosse afetar as minhas tomadas de decisão.

Estou neste exato momento, sentada, a escrever e a pensar naquilo quero para mim, naquilo que preciso para realmente me sentir realizada comigo mesma, enquanto tento de alguma forma, criar hábitos novos na minha vida e tentar tornar todo o tempo que eu tenho, o mais produtivo o possível. Quero escrever mais, ler mais, aprender, tornar-me mais dinâmica e influenciar positivamente outras pessoas e outras vidas.

Eu não sei ainda como vou fazer isto tudo, mas eu quero fazer, e querer é o 1º passo para realizar! Agora eu só tenho de tornar isto real!

Com este post, eu gostava de pedir a todas vocês, leitoras queridas, que me deixassem algum comentário, alguma sugestão daquilo que gostariam de ver no blog, para que eu tornar as minhas aspirações em algo real, não só para mim, mas para todos os que me seguem e me acompanham.

XX Carol

“Sinto-me só até quando não estou sozinha.”

“Eu não sei o que é, tenho uma pequena noção de onde vem o desânimo, o abatimento, a pouca vontade de sorrir, mas não sei explicar porque me sinto assim.

Não consigo dormir, nem quero fazê-lo, sinto-me cansada apesar de tudo, mas odeio fechar os olhos.

Estou extremamente desapontada comigo mesma. Deixei-me levar por insignificâncias, medos, pessoas que não valiam a pena e dei a perder aquilo que realmente deveria ser a minha preocupação principal.

Sinto a minha cabeça a andar à roda, num ciclo vicioso onde eu prometi a mim mesma que não voltava a entrar, mas cá estou eu de novo. Receosa, assustada!

Constantemente, tenho uma vontade insana de chorar. Ceder e chorar a minha frustração, porém, não posso, porque isso implicaria dar a conhecer um lado de mim que ninguém pode saber que existe.

Imponho a mim mesma passar a imagem certa, aquela das redes sociais onde faço o que posso para agradar o maior número de pessoas possível, com as fotos bonitas e sorrisos bem ensaiados.

Minto fazendo-me acreditar que aquilo que eu posto é a minha realidade. Não tenho problemas, sou popular e feliz.

Mal eles sabem que às vezes são 6 horas da manhã e eu estou acordada a chorar. Prestes a explodir sem saber que rumo tomar ou o que fazer.

Quero tanto transparecer uma vida ideal, que esqueço da minha realidade e consequentemente, do que se está a passar, do que eu estou a permitir que se passe.

Quero tanto acreditar que as coisas estão bem, que aquilo que um dia me partiu o coração já não me afeta, mas a quem é que eu estou a mentir? Vivo e revivo cada palavra, cada instante e então percebo que perdoar não tem nada a ver com esquecer e que por muito que tente não pensar, às vezes torna-se inevitável.

Tenho medo de me arrepender. Sinto-me só até quando não estou sozinha. Desprotegida.

Adorava ser outra pessoa. Alguém que não sentisse tudo com tanta intensidade, que não se magoasse tão facilmente. Gostava de conseguir ser mais fria, mais dura. Custa-me dizer não, mesmo quando me posso prejudicar.

É terrível dizer que por vezes, penso que tudo seria melhor se eu não existisse.

Seria mau demais classificar-me como um desperdício de espaço?

Não tenho coragem para me impor, me manifestar. Ser eu mesma é me impossível, sei que se eu o fosse, provavelmente estaria ainda mais só e é por isso que me escondo, que me retraio e que me impeço de falar o que realmente quero dizer, porque isso implicaria perder quem eu tenho.

Há dias em que nem mesmo quem eu tenho, parece ser meu. Esses são os meus piores dias, por motivos diferentes.

Queria certezas na vida, mas nada parece certo. Sinto-me sempre culpada de tudo o que acontece, até quando não tenho culpa nenhuma.

Estou cansada das aparências, das mentiras.

Não tenho nenhum propósito, nenhum objetivo de vida.

Queria que tudo fosse diferente, melhor. Queria ser outra pessoa.”

XX Carol

O coração quer o que ele quer

Já foram dois meses desde a última vez que escrevi algo para o blog. Não sei se todas estão a par do meu último post, onde eu falava do fim do meu namoro.

Não é hábito meu escrever sobre algo tão pessoal, nem sei se fiz a coisa certa ao partilhar algo que me foi e de certa forma, ainda é, tão intimo, mas eu senti uma necessidade abrupta de partilhar o meu sofrimento, não por estar à espera de receber em troca mensagens de força, mas sim por precisar urgentemente de libertar tudo aquilo em algum lugar.

Depois pensei que, falar do que eu estava a sentir, poderia de certa forma, ajudar outro alguém que estivesse a passar por uma situação semelhante e precisasse de outra alma que o compreendesse ao ponto.

A verdade é que, desde então, as coisas mudaram muito, o coração quer o que ele quer e mesmo quando achamos que não há mais volta a dar, as pessoas tomam atitudes, demonstram sentimentos, e fazem-nos repensar em tudo aquilo que se passou.

Não vou mentir e dizer que foi rápido, não foi! Custou muito, sofri em silêncio e provavelmente chorei tanto naquele período de tempo, quando num ano inteiro, eu tive de voltar a aprender tudo, senti-me completamente perdida e sem saber de mim mesma. Eu não me reconheci a longo prazo. Não sabia mais quem eu era, o que sentia, sequer se sentia.

Foi preciso tempo e espaço, coisas a que eu tive direito.

Hoje estou leve, tranquila, mas acima de tudo, diferente. Foi preciso aprendermos da pior forma, para nos apercebermos do quanto estávamos a perder e a errar.

E no final é mesmo verdade, há males que vêem mesmo por bem e independentemente da dor pela qual eu passei, eu não me lembro da última vez em que me senti tão bem com o meu relacionamento, tão segura e tão leve.

Este post não era suposto ser acerca da minha vida, novamente, mas acabei por me deixar ir ahah, no entanto, devo pela milionésima vez uma desculpa a todas as minhas leitoras e confidentes, que já não recebem notícias minhas há muito.

Resta-me dizer um obrigado por me acompanharem e fiquem à espera por um próximo post.

 

XX Carol

 

 

Quando eu amei*

Tenho estado terrivelmente ausente do Blog e peço desculpa por isso, de verdade. A minha vida tem me pregado algumas partidas e há dias em que não consigo acompanhar o ritmo dela.

A semana passada escrevi um post, que não cheguei a publicar, o titulo era, “As escolhas acertadas”. Muito por alto, posso dizer que esses post falava de decisões que tomei, pessoas que afastei da minha vida e principalmente, falava de quem eu amo.

Irónico ou não, uma semana depois, cheguei ao fim de uma relação de pouco mais de 7 meses. Não vou mencionar as razões, nem o porquê disso.

Estou hoje a viver o meu primeiro dia de solteira, após estes últimos meses de altos e baixos. Não vou mentir e falar que estou 100% positiva e que já dei a volta por cima. Impossível fazê-lo assim, do nada.

Ontem, após ter a minha decisão tomada quanto ao rumo a seguir, eu decidi escrever, porque é a única coisa que consegue acalmar os meus sentimentos e achei que seria de certa forma bom, partilhar aqui convosco, espero que gostem.

” Depois de um “nós” deixar de existir, nada fica. Tu percebes que acabou, no fundo tu sabes que não há volta a dar, mas tu não consegues aceitar que aquele é o fim.

Quando amas alguém, tu perdes-te e encontras-te num olhar, num carinho, num sentimento em que acreditas que é certo e permanente, estás convencido que descobriste o abraço a que podes chamar de “casa”.

Todo o resto passa a ser detalhe e o “nós” torna-se num tudo. A vida parece mais leve e os dias mais curtos, as horas passam e tu nem te dás por ela, porque estás ali, com a tua pessoa, com o teu amor.

Sem intenção, planos e expectativas do futuro começam a surgir, imaginam coisas para fazer, sítios a ir, momentos a criar. Tudo parece finalmente fazer sentido e tu sentes na pele o que é ser feliz.

Do nada, essa felicidade vai embora. Tudo aquilo que se construiu a dois, desmorona devagar e tu ficas submerso, numa dor que te afoga um pouco mais a cada dia.

Tudo aquilo em que acreditaste, todos os teus sonhos, as tuas motivações para a vida, tudo perde sentido. Tu não queres mais viver, não queres acordar no dia seguinte, não queres ter de dizer que está tudo bem, quando não está.

Fingir felicidade é a pior das tristezas, mas tu vês-te obrigado a isso, porque ninguém realmente entende a dor de amar por dois, a solidão, o vazio que é.

Perdes uma parte de ti, ficas sem casa, sem vida. Todas as coisas tornam-se sacrifícios, até as coisas mais simples.

Não há apetite para comer, vontade para sair, ver pessoas. Não há mais vida, existem apenas dias atrás de dias, horas sem propósito.

É um fim de ti mesmo. Só consegues sentir dor, dor por amar. Amar sozinho.

Questionas-te sobre o porquê e como as coisas acabaram assim. Remóis recordações, procuras antigas conversas, ouves músicas e colocaste-te num ciclo vicioso de sofrimento e saudade.

Procuras maneira de fugir disso, tentando ao mesmo tempo não dizer “adeus” à outra pessoa. Porque o adeus é um deixar ir, e tu queres tudo, menos deixar ir aquele que já não é teu.”

Vou ser franca, não foi preciso mais do que algumas horas para perceber o quanto isto me estava a fazer mal. Por muito que o amasse e ame, vejo que tudo o que eu sentia, estava a consumir-me, a destruir-me. Há quem diga que há males que  vêm por bem, acho que esta é uma dessas vezes, pelo menos espero…

XX Carol