‘a história nunca acabou’ – LIVRO

Admito que já estive nesta mesma posição umas quantas vezes e que prometi a mim mesma levar isto até ao fim, mas nunca o fiz.

Não percebia porque nunca conseguia acabar uma história, até hoje.

Quando comecei a escrever Lady Rebel eu tinha 17 anos. Era uma miúda… aos 19 embarquei na viagem de Vagalumes de Inverno e ainda nessa altura, eu não era madura o suficiente para conseguir alcançar o tipo de história que idealizei.

No início deste ano, peguei em ambas as fanfics e reli-as. Corrigi e revi, tudo aquilo que tinha para rever, mas no final não consegui avançar com nenhuma delas.

Decidi por os planos de lado então e da noite para o dia, ‘a história nunca acabou’ surgiu.

Desta vez de um ângulo completamente diferente e muito mais intimo, onde me inspiro nas pessoas do meu quotidiano para criar as personagens deste minha nova aventura literária sobre mim mesma e a minha vida.

Leia a história AQUI 
Espero conseguir captar a atenção de alguns de vocês e desde já, obrigada ❤
XX Carol

 

Recomeçar.

Eu estive bastante ausente nos últimos meses. Ao que parece, a minha vida deu algumas outras tantas voltas que eu não esperava e eu vi-me completamente desmotivada para escrever, ou sequer, querer manter o blog.

Eu sou muito inconstante, é verdade, e essa inconstância tem me atrapalhado bastante nos últimos anos da minha vida, o que se reflete em tudo um pouco, até aqui, no blog…

Eu hoje acordei com o mesmo espírito dos últimos tempos, talvez até um pouco mais nostálgica, sonhei com alguém que eu amei (e talvez ainda ame) e isso tocou-me mais do que devia, mas também acordei com um sentimento de insatisfação. Senti-me aborrecida comigo mesma e com a minha atitude perante a vida. Saber que não sou quem eu estou a demonstrar ser deixou-me completamente perdida, então eu parei para refletir.

Eu tenho 22 anos e sei quem sou, eu sei do que gosto e do que não gosto, eu sei o que quero e certamente sei o que não quero para mim, então o que está a falhar?

Eu tenho pais e irmã maravilhosos, eu não vivo à larga, mas não sou nenhuma pobre coitada também, eu sou nova e tenho toda uma vida à minha espera, não me falta nada! Mas então porque é que eu vivo em constante insatisfação?

Eu não sei, nem sei quando vou saber a resposta a esta questão, mas eu sei que enquanto eu me mantiver assim, em pausa para mim mesma, eu não vou obter resposta alguma.

Hoje, dia 4 de Novembro de 2017 eu decidi que isso tinha de mudar. Eu quero mudar os meus hábitos, as minhas rotinas, eu quero me dedicar mais e entregar-me mais ao que eu gosto e ao que eu ambiciono, e hoje é o dia perfeito para isso!

Vou caminhar com bastantes incertezas dentro de mim, mas nada é certo na vida e eu sei que estou pronta para o que der e vier.

Obrigada a qualquer um que tenha lido este texto até ao fim, espero ouvir de vocês muito em breve,

 

XX Carol

Eternidade (aqueles textos de inspiração momentânea)

Diz-lhes que me sentes.

Quando acordas de manhã e eu sou o teu primeiro pensamento, quando ligas a água fria do chuveiro e lembras-te de que eu prefiro quente, quando te perguntam o que tens feito e tudo o que te ocorre são memórias nossas.

Diz-lhes que me pertences, que quando estamos distantes, contamos os dias, que planeamos viagens que nunca iremos fazer e sonhos (quase) impossíveis. Ouvimos a chuva cair lá fora, deitados lado a lado e mesmo assim, nunca parece ser perto o suficiente.

Diz-lhes que te encontraste, quando te disse olhando no fundo dos olhos que eu também te sentia, eu também te pertencia.

E se amanhã eu não estiver mais aqui, não quero que sintas saudade.

Saudade é um sentimento longínquo e tudo aquilo que construímos, independentemente que sigamos ou não caminhos diferentes, será sempre eterno.

 

XX Carol

 

Dias quentes #sugestõesparaoblog

Heeeey Girls! Estamos quase oficialmente no verão e o calor já está a matar!

Entre dias atarefados e dias sem nada para fazer, tenho pensado imenso sobre novos posts para o Blog, mas confesso que a minha caixa de ideias deu o berro (provavelmente derreteu com o calor) e preciso urgentemente de sugestões.

Não sei se estariam interessadas em saber mais acerca da minha rotina diária, looks, posts de cariz mais pessoal ou talvez falar mais de determinados assuntos que vos possam vir a interessar… 😀 enfim, todas as ideias e propostas serão lidas e tidas em consideração!

Conto convosco para deixarem aqui em baixo um comentário!!

XX Carol

Querido Ex Namorado

“Podíamos ter sido tudo, mas preferiste fazer de nós nada.

Não sei em qual dia acordaste e viste que eu já não era boa o suficiente para ti. Não sei quando te apercebes-te que afinal eu não era alguém que quisesses apresentar aos teus amigos e chamar de tua namorada. Será que alguma vez fui mesmo TUA NAMORADA?

Eu achava que sim. Eu achava que gostavas de mim, tanto quanto eu gostava de ti e que falavas de mim tanto quanto eu. ENGANEI-ME.

Um dia deste-me a mão e soltaste-a, quando quem não devia ter notado, notou. Um dia abraçaste-me rápido e desfizeste o abraço, mais rápido ainda, quando percebeste que não estávamos sós.

De um dia para o outro, passaste a dizer-me que sentias muito mais do que mostravas e eu acreditei, porque doía mais se não acreditasse.

Devia ter ido embora quando amar-te passou a ser sinónimo de sofrer. Devia ter-te esquecido, quando te disse que para mim estava tudo acabado. Quando me mentiste, quando me fizeste sentir vergonha de ser como sou ao pensar que não era boa o suficiente, para ti e para os teus amigos que nunca sequer desconfiaram da minha existência. Devia ter-te ignorado, da mesma forma que tu me ignoraste ou castigaste, por às vezes ser ingénua demais para ver a maldade nos outros, que pareciam sempre querer tirar partido de mim.

Eu devia ter-te ignorado quando me procuraste, quando me fizeste perceber que ainda me amavas, quando me fizeste acreditar que ainda havia salvação para nós os dois…

Nunca te percebi, nem vou perceber… um dia queres-me só para ti, no outro nem te lembras que existo…

Cansei de ser lembrada só de vez em quando, quando não há ninguém melhor para te ocupar o tempo.

Desculpa a minha sinceridade, mas cansei de ser usada.

Espero que sejas feliz e não te desejo mal algum, mas para mim adeus é adeus e se foste covarde para nunca me dizer isso na cara, talvez eu seja corajosa para me despedir pelos dois.”

Mais um dos meus textos aleatórios, depois de uma temporada longe do blog!

XX Carol

Eu ia até ti. Eu ia porque sabia que precisavas e porque queria que precisasses de mim, tanto quanto eu precisava de ti. Eu ia porque tu me disseste “também te amo” quando eu já estava prestes a explodir em lágrimas.

Estava tão preocupada contigo que não pensei duas vezes quando me pediste para ir a teu encontro.

Eu fui porque não havia outra forma de ficar descansada, ouvindo a tua voz do outro lado do telefone em tom melancólico de choro a chamar por mim, as 2 e 4 da manhã.

Sabia que havia consequências em vir a teu encontro, e que elas iam acabar por me acertar em cheio na cara como sempre acontecia. Eu ia criar expectativas e esperar que reconhecesses o meu esforço e ia acabar desapontada contigo e mais ainda, comigo, porque sempre esperava por algo melhor, algo que nunca aconteceu.

Mas lembras-te quando queríamos o mesmo? Quando sentíamos exatamente o mesmo…

Eu quero que saibas que não importa onde e como acabamos, mas a qualquer hora eu vou embora e nessa altura eu espero que já tenhas seguido em frente, porque eu já vou estar longe. Sei que ainda vou sorrir quando te ouvir falar e ainda vou perguntar “Que foi? ” quando ficares demasiado tempo a olhar para mim de cenho franzido, porque há coisas que nunca mudam e tu nunca vais mudar, tu nunca mudarias por ninguém e talvez esteja mesmo aí o meu grande erro. Esperar pelo dia em que mudes por mim… Mas pelo menos eu sei onde eu erro, oxalá soubesses onde erras também!

Eu só queria que me segurasses nos teus braços e me desses a garantia de que era ali que pertencias e querias estar, comigo.

Um dia eu vou saber que tu conheceste alguém que te conseguiu dar aquilo que eu não sabia que precisavas. Nesse dia eu vou chorar, provavelmente como nunca chorei antes. Mas não faz mal, todos nós choramos vez ou outra e não há nada melhor do que deixar tudo aquilo que conservamos, nos escapar no soluço de um choro.

Nunca vou guardar rancor, mas também vou procurar não guardar nada, apenas para tentar garantir que eu fui até ti, até onde me foi permitido, mas também fui embora, quando chegou a hora do adeus.

 

XX Carol

“para que eu pudesse ser dele, sem que nos pertencêssemos”

Eu não sei se amor e sanidade são a mesma coisa, mas quando estou apaixonada eu sei que o mundo ganha sentido para mim. Eu sei que amar não é saber tudo, mas quando ele foi embora eu passei a não saber nada.
Sei quem ele é, como ele é, e do que ele gosta, mas não sei mais que isso.
Houve um dia em que nos amámos e um dia em que nos deixámos estar.
Estar longe.
Estar sós.
Ele amou-me uma vez e eu amei-o de volta. Coisas aconteceram e nós estagnamos e aqueles momentos de dúvida acerca do que eu sentia ficaram a pairar no ar. Eu queria tê-lo sem o ter por completo, mas tendo-o apenas para mim, para que eu pudesse ser dele, sem que nos pertencêssemos, mas nos preenchêssemos o bastante para não haver ninguém entre nós.
Eu não fui o suficiente e talvez eu seja culpada, mas eu deixei que a culpa fosse minha, porque eu sabia que era.
Agora olho para a janela do meu quarto e vejo-o lá e aquela insistente lembrança consome-me como um relógio TIC TAC que nunca para, nunca me deixa em paz, mas não quero que me deixe, porque sem ela eu estou sozinha.

  • Texto da minha autoria inspirado num poema de Neil Hilborn do livro Our Numbered Days

XX Carol

25/365 Hora de Começar

Hora de começar o quê?

Só tu mesma podes responder a isso. O que queres para ti? O que queres para começar? O que precisas?

Sê sincera contigo mesma! Pára por 5 min e reflete acerca daquilo que és, daquilo que gostas, do que queres para a tua vida. És feliz como és? Sentes-te realizada?

O que te falta?

Eu tenho-me debatido com essas mesmas perguntas, vezes e vezes sem conta nos últimos tempos, sem resposta certa para cada uma delas e isso incomoda-me.

Tenho 21 anos e sinto-me inútil grande parte do meu tempo. Vejo pessoas à minha volta, com a minha idade tão mais tranquilas com o seu estilo de vida lento e rotineiro, sem propósitos, pergunto-lhes acerca dos seus planos para o futuro e os únicos planos que têm são para Sábado à noite.

Como assim?

Ok que eu também adoro Sábados à noite, mas e o resto da semana? E os outros seis dias que por ti passam? Eles não contam?

Preciso de me organizar, definir bem na minha cabeça aquilo que quero e o que tenho de fazer para chegar lá. Eu posso ser nova e ter ainda todo o tempo do mundo, mas o tempo só está a meu favor, quando eu faço ele valer a pena, não é? E quanto mais cedo eu começar, mais cedo eu vou ter!

Eu não estou aqui a tentar dizer que sou melhor do que ninguém, porque evidentemente não o sou, mas vejo tanta gente com potencial incrível, mas sem qualquer tipo de motivação e isso deixa-me de tal maneira frustrada e inquieta.

Não estou a tentar mudar ninguém, esse nem sequer é o meu objetivo, o que eu realmente quero é que, levantes esse rabo do sofá e vás para a rua, encontrar o teu propósito.

XX Carol

A quem eu deixei ir…

Eu aprendi a viver sem ti. Pode não ter sido da maneira mais fácil, mas já passou, já foi!  Agora pouco dói, há dias em que nem me recordo de como era estar do eu lado.

Fizeste tanta questão de me afastar do teu mundo, que acabaste por me fazer não querer pertencer a ele e não sei se lamento por teres perdido a única pessoa que te amava de verdade ou se agradeça a mim mesma por finalmente ter aberto os olhos.

Estava tão habituada a te ter ao meu lado, que nem percebia que, na verdade, eu é que estava do teu. Eu é que ia ter contigo, eu é que te procurava, te chamava. E das poucas vezes em que eras tu a fazê-lo, era porque precisavas de algo, e como em tantas outras vezes, eu estava sempre disponível para tudo, porque te amava e pensava que tu me amavas também, ainda que de uma maneira um tanto estranha e distorcida.

Sofri muito quando me magoaste pela última vez, mas sofri por menos tempo.

Algo por trás da mentira me fez perceber que, aquela seria a última vez que eu te deixava, partir me o coração.

Não sei se foi o cansaço que venceu, a humilhação ou a espera demasiado longa por um pedido de desculpas que nunca chegou a vir, eu apenas sei que de um dia para o outro acordei e decidi dar um basta!

Eu tinha falta de amor-próprio, falta de afeto, falta de carinho, falta de atenção, falta de amor.

Achava que contigo, todas as minhas carências iam passar, mas foi preciso te deixar ir, para perceber que toda a minha falta, tinha um nome e não era o meu.

Eu agora sei quem sou e quanto eu valho! Não preciso de ninguém para me sentir amada, porque eu sou mais que suficiente.

Obrigada a ti, por me teres feito ver a idiota que eu era, ao pensar que sem te ter, não me tinha!

XX Carol

 

 

Novas Fases

Estamos no início de 2017, ainda que hoje seja o 23º dia do ano, tenho muito pela frente e acredito que tal como eu, muitas de vocês fizeram planos e listas de tudo aquilo que querem realizar este ano e tudo o que simplesmente optaram por deixar ir para seguir em frente.

Eu pessoalmente, passei por enumeras situações decisivas nos últimos meses. Vi-me obrigada a dizer “adeus” a muita coisa que eu nem sequer percebia que me faziam mal.

Tomei decisões importantes e fechei os olhos a tudo e a todos, para que desta vez, nenhuma opinião alheia, fosse afetar as minhas tomadas de decisão.

Estou neste exato momento, sentada, a escrever e a pensar naquilo quero para mim, naquilo que preciso para realmente me sentir realizada comigo mesma, enquanto tento de alguma forma, criar hábitos novos na minha vida e tentar tornar todo o tempo que eu tenho, o mais produtivo o possível. Quero escrever mais, ler mais, aprender, tornar-me mais dinâmica e influenciar positivamente outras pessoas e outras vidas.

Eu não sei ainda como vou fazer isto tudo, mas eu quero fazer, e querer é o 1º passo para realizar! Agora eu só tenho de tornar isto real!

Com este post, eu gostava de pedir a todas vocês, leitoras queridas, que me deixassem algum comentário, alguma sugestão daquilo que gostariam de ver no blog, para que eu tornar as minhas aspirações em algo real, não só para mim, mas para todos os que me seguem e me acompanham.

XX Carol