Quando eu amei*

Tenho estado terrivelmente ausente do Blog e peço desculpa por isso, de verdade. A minha vida tem me pregado algumas partidas e há dias em que não consigo acompanhar o ritmo dela.

A semana passada escrevi um post, que não cheguei a publicar, o titulo era, “As escolhas acertadas”. Muito por alto, posso dizer que esses post falava de decisões que tomei, pessoas que afastei da minha vida e principalmente, falava de quem eu amo.

Irónico ou não, uma semana depois, cheguei ao fim de uma relação de pouco mais de 7 meses. Não vou mencionar as razões, nem o porquê disso.

Estou hoje a viver o meu primeiro dia de solteira, após estes últimos meses de altos e baixos. Não vou mentir e falar que estou 100% positiva e que já dei a volta por cima. Impossível fazê-lo assim, do nada.

Ontem, após ter a minha decisão tomada quanto ao rumo a seguir, eu decidi escrever, porque é a única coisa que consegue acalmar os meus sentimentos e achei que seria de certa forma bom, partilhar aqui convosco, espero que gostem.

” Depois de um “nós” deixar de existir, nada fica. Tu percebes que acabou, no fundo tu sabes que não há volta a dar, mas tu não consegues aceitar que aquele é o fim.

Quando amas alguém, tu perdes-te e encontras-te num olhar, num carinho, num sentimento em que acreditas que é certo e permanente, estás convencido que descobriste o abraço a que podes chamar de “casa”.

Todo o resto passa a ser detalhe e o “nós” torna-se num tudo. A vida parece mais leve e os dias mais curtos, as horas passam e tu nem te dás por ela, porque estás ali, com a tua pessoa, com o teu amor.

Sem intenção, planos e expectativas do futuro começam a surgir, imaginam coisas para fazer, sítios a ir, momentos a criar. Tudo parece finalmente fazer sentido e tu sentes na pele o que é ser feliz.

Do nada, essa felicidade vai embora. Tudo aquilo que se construiu a dois, desmorona devagar e tu ficas submerso, numa dor que te afoga um pouco mais a cada dia.

Tudo aquilo em que acreditaste, todos os teus sonhos, as tuas motivações para a vida, tudo perde sentido. Tu não queres mais viver, não queres acordar no dia seguinte, não queres ter de dizer que está tudo bem, quando não está.

Fingir felicidade é a pior das tristezas, mas tu vês-te obrigado a isso, porque ninguém realmente entende a dor de amar por dois, a solidão, o vazio que é.

Perdes uma parte de ti, ficas sem casa, sem vida. Todas as coisas tornam-se sacrifícios, até as coisas mais simples.

Não há apetite para comer, vontade para sair, ver pessoas. Não há mais vida, existem apenas dias atrás de dias, horas sem propósito.

É um fim de ti mesmo. Só consegues sentir dor, dor por amar. Amar sozinho.

Questionas-te sobre o porquê e como as coisas acabaram assim. Remóis recordações, procuras antigas conversas, ouves músicas e colocaste-te num ciclo vicioso de sofrimento e saudade.

Procuras maneira de fugir disso, tentando ao mesmo tempo não dizer “adeus” à outra pessoa. Porque o adeus é um deixar ir, e tu queres tudo, menos deixar ir aquele que já não é teu.”

Vou ser franca, não foi preciso mais do que algumas horas para perceber o quanto isto me estava a fazer mal. Por muito que o amasse e ame, vejo que tudo o que eu sentia, estava a consumir-me, a destruir-me. Há quem diga que há males que  vêm por bem, acho que esta é uma dessas vezes, pelo menos espero…

XX Carol

 

 

 

 

3 thoughts on “Quando eu amei*

      1. Não tens que agradecer! Há coisas pelas quais passamos que tornam mais fácil perceber o que sentes. Um dia de cada vez e tens uma vida inteira pela frente! Beijinho enorme… :*

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