Lady Rebel
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Lady Rebel – Capítulo 23

23

Van der Wood estava cansado, farto de se esconder, farto de a ver sem a poder tocar. Aquilo estava a consumi-lo lentamente, no entanto Harry não podia ceder à tentação e ir atrás dela. Agora seria muito pior. Jordan ia fazer perguntas, querer saber o porquê de ele ter desaparecido. E Harry não tinha respostas boas.

Estavam a ser as duas semanas mais infernais da sua vida, nunca antes se tinha sentido privado de uma necessidade tão essencial. Vigiar Jordan de longe para garantir que nada lhe acontecia, era torturante.

Ele estava exausto. Se tudo dependesse apenas dele, Hazza já tinha levado Jordan para bem longe, para que nunca mais tivessem de se preocupar com nada ou ninguém. Era um pensamento egoísta e ele sabia disso, mas ainda assim, era perfeito aos seus olhos.

 

Ultimamente Harry andava a fumar mais. Estava preocupado e desconfiado dos seus capangas. Daniel mantinha-se o seu braço direito, o seu único amigo, mas Benny e James andavam estranhos. Conversavam muito entre eles, saiam mais do que o frequente e nunca diziam para onde iam.

Harry chegou a tentar apanhar algumas das conversas, mas sempre em vão.

Depois havia Tuker, o bandido já não dava noticias há um par de semanas, as chamadas telefónicas de todos os dias, pararam de um momento para o outro e Harry desconfiava de que ele estaria a tramar alguma. Homens como ele não aceitavam não como resposta, muito menos de um adolescente.

 

O céu estava estrelado como há muito tempo não se via. Inevitavelmente a imagem da sua menina lhe veio à cabeça.

Harry fechou os olhos, tentando prender a imagem por mais uns segundos dentro de si, absorver o máximo de felicidade que ela podia surtir nele e deixou-se imaginar sentir o seu cheiro doce, a sua pele de pêssego, o seu olhar penetrante e o seu beijo viciante.

O motor de um carro a aproximar-se chamou a sua atenção. Harry agiu por instinto e correu para a última gaveta da secretária tirando de lá a sua arma de reserva. Em silêncio desceu para o último andar e escondeu-se atrás de uma das colunas.

O ranger da porta principal, acusou a entrada de alguém, Harry engoliu a seco ao encostar a arma ao peito. Ele não fazia ideia de quem poderia ser, Daniel, Benny e James estavam a trabalhar e mais ninguém conhecia o casino. Ninguém a não ser Jordan. Mas não podia ser ela, ela estava em casa, ele viu-a a chegar a casa com Eleanor.

Os passos calmos e leves pararam próximos o suficiente para Harry ouvir uma respiração calma.

– Harry!

O seu coração parou por um segundo. Harry estava com a corda no pescoço e só lhe restava rezar para que Jordan não o visse.

– Harry! – repetiu melancólica. – Harry por favor!

A pontada de súplica por trás da voz de Carter estava a dificultar a missão de Harry.

– Harry, por favor aparece!

– Fala! – exclamou arrependendo-se no segundo seguinte.

– Harry? – soou chorosa. – Deus eu estava já a pensar o pior. – correu até ele prendendo-o nos seus braços. – Eu senti a tua falta. O que aconteceu?

– Eu também, eu também senti a tua falta. – respondeu ao seu abraço meio incerto de se devia ou não fazê-lo. – E eu estou bem Jay! Não precisas de chorar. Eu estou aqui, eu estou aqui. – sussurrou tentando acalmá-la.

– Harry eu pensei que tu…eu pensei que o tal Tuker tinha…

– Hey! Hey beija-flor. Ele não fez nada, eu estou aqui, inteiro. – apertou-a contra o peito. – Mas Jay, não posso deixar que fiques aqui, eu preciso que te vás embora.

– Embora? – ela não sabia o quanto aquele olhar confuso na sua cara magoava-o.

– Beija-flor, eu preciso…eu preciso que deixes de me procurar, eu preciso que te afastes.

– Não! – exclamou indignada dando um passo para trás. – Harry não, porque haveria eu de fazer isso?

O garoto desviou o olhar, incapaz de a encarar.

– Eu não posso dizer, eu não consigo fazê-lo.

– Tu não podes dizer, mas podes mandar-me embora? – perguntou exaltada. – Harry e nós, o que aconteceu? Eu tenho a certeza de que seja o que for que se passa, nós podemos resolver, aquilo que sentimos é maior do que qualquer barreira que nos separe, eu sei disso.

– O que nos separa é bem maior que uma barreira Jay, bem maior que um oceano! – afirmou triste. – Eu não posso ceder, não posso ser egoísta, eu não posso voltar a pensar só em mim, isto é errado. – aproximou-se dela para a olhar. – Beija-flor eu não sou perfeito, não sou nenhum anjo, estou bem longe de ser um! – falou passando a mão no cabelo da garota. – Mas se alguma vez eu te odiei Jordan, foi porque nunca soube como era amar-te. Eu posso não ser a tua escolha acertada Carter, mas tu sempre serás a minha. No entanto, eu não te posso prender, tu não mereces isso.

– Mas e se eu quiser ser presa? E seu eu preferir ficar contigo?

– Tu não queres! – gritou assustando-a. – Tu não podes querer. Eu não presto Jordan, eu sou mau para ti, eu sou corrompido.

– Isso não é verdade.

– É sim Carter e tu sabes que sim!

– Eu não te entendo. – desviou o olhar infeliz.

– Eu também não. – suspirou pesado. – Eu não me entendo, eu não sei de mais nada. Porque foda-se, eu quero poder beijar-te agora, quero tanto fazê-lo que só a ideia de te ter contra mim, com os lábios quentes e vermelhos comprimidos contra a minha boca, enlouquece-me. Eu quero tanto! Só Deus sabe o quanto eu quero ter-te! Mas eu não posso, eu não posso fazê-lo.

– Porquê? Hã! Explica-me? – implorou dois tons acima, derramando as primeiras lágrimas nervosas.

– PORQUE EU AMO-TE! – esbravejou deixando a emoção levar a melhor. – Amo-te tanto que nem sei se é humanamente possível amar alguém assim. Eu quero-te tanto que chega a doer. Eu nem sei se o que eu sinto é saudável, eu só sei que nunca antes me senti assim em relação a ninguém e acho que nunca mais me vou sentir desta forma.

Dando o último passo que os separava, Jordan saltou para o pescoço do garoto, sendo recebida avidamente pelos braços fortes e desesperados de Harry. As bocas se encontraram como se já não se sentissem há uns largos anos.

– Eu também te amo. – falou Jordan sorrindo contra a boca dele. – Eu amo-te. – repetiu de olhos fechados, disfrutando o beijo caloroso de Hazza.

***

Jordan estava deitada no sofá de olhos fechados e boca entreaberta, desfrutando das caricias pouco inocentes de Harry, ansiosa pelo momento que estava por vir. Harry conseguia sentir o receio da rapariga, em todos os seus toques hesitantes. Porém, ele mantinha a cabeça fria com medo de se deixar levar e estragar tudo.

– Harry…- murmurou contra a sua orelha fria.

– Hum… – respondeu deslizando a língua ao longo do seu pescoço e peito.

– Eu sou virgem.

Van der Wood parou de imediato o que estava a fazer. O baque daquela informação paralisou-o. A inevitável memória de Luke naquela noite, dando a entender que ele e Carter já tinham tido relações, surgiu como um filme na sua cabeça. Sparks praticamente tinha cuspido a afirmação da forma mais porca e baixa possível na frente de quem quisesse ouvir e no final das contas, nem sequer era verdade. E mesmo irado com as falsas calúnias que Sparks disse, Harry não pôde evitar a felicidade manifestar-se, ao saber que a sua menina ainda não tinha sido tocada.

O deslumbre no seu olhar foi inevitável e Harry não conseguiu esconder a emoção, mostrando-a através do beijo terno e inesperadamente meigo que deu nela. Jordan sentiu um gosto de tabaco e menta que provocou um calafrio bom na sua espinha. Ele era quente e reconfortante, mas ainda assim conseguia manter o seu toque selvagem por trás de cada caricia.

A sua boca estava a ser explorada de forma voraz e exigente, ela sabia que a cada segundo que passava aquele beijo tornava-se mais luxurioso. As suas mãos começavam a formigar e Jordan teve a necessidade de as deixar explorar Hazza, passando-as pelos seus ombros e braços. Harry soltou a boca de Carter, agarrando o seu lábio inferior e puxando-o para si. Com a confiança um pouco mais do seu lado, Carter deslizou a mão para dentro da t’shirt do garoto, só para poder sentir o calor e recordar como era tocar naquele abdómen tão perfeitamente desenhado e firme. Harry respondeu com uma contração seguida de um gemido baixo, deixando que a garota soltasse um riso malicioso e insinuante.

 

Música: https://www.youtube.com/watch?v=vj_VidtyaOc

 

O cheiro amadeirado de Harry esquentava a sua respiração pesada e inconstante. A língua dele procurava novos pontos na sua pele clara e ambos sabiam que era hora de se despedirem das suas peças de roupa. Não foram precisas cerimónias nenhumas, Harry encarregou-se de arrancar o vestido dela e a sua t’shirt sem necessitar de permissões.

Foi impossível não parar por um segundo, apenas para poder observar aquela beleza seminua debaixo dele.

Jordan sentiu o rubor nas suas bochechas aparecer e o embaraço foi inevitável.

– Não tenhas vergonhas Beija-flor. – pediu ele.- Eu só estou a tentar memorizar-te, para não correr riscos de esquecer do quão linda tu és.

Jordan sentiu o seu sorriso alargar e os olhos marejarem, pelo simples fato de ser Harry a dizer-lhe aquilo. Era incrível como tão simples palavras, poderiam ser tão significativas quando ditas por alguém que se ama.

Harry baixou o rosto, apenas para ficar o próximo suficiente de Carter e encostou a sua cabeça sobre o peito da rapariga. Ambos fecharam os olhos e deixaram-se em silêncio. Harry mantinha uma expressão serena, ouvindo os batimentos cardíacos acelerados dela, enquanto ela respirava calma e profundamente.

Jordan levantou o olhar para Van der Wood. Inevitavelmente reparou numa enorme tatuagem no canto superior esquerdo das suas costas. Um beija-flor azul e verde estava desenhado na pele dele, tal como uma vez Harry disse que iria fazer. A sua mão precipitada correu para a figura desenhada nas costas dele. Harry percebeu o movimento de Jordan e sentiu a necessidade de encontrar os olhos azuis dela.

– Eu disse, não disse? – perguntou olhando-a no fundo dos olhos. – Eu não falei da boca para fora! Agora é permanente.

Aquelas foram as últimas palavras necessárias para que as lágrimas contidas se dissipassem no rosto de Carter.

Segurado o som do choro da garota com um beijo apaixonado, Harry engrenhou uma mão no cabelo de Jordan e levantou o seu rosto contra o dele.

As lágrimas dela esbarraram na cara dele molhando ambos. Harry sentiu o seu coração entrar em concordância com o dela a cada batida em simultâneo.

Convicto de que aquele era o momento certo para ambos se entregarem da única forma que faltava, Harry afastou o rosto pela última vez.- Beija-flor tu…

– Sim! – sussurrou, afirmando com a cabeça.

A felicidade no seu peito parecia não querer caber, mas Harry tinha que manter as emoções em equilíbrio, para que não corresse riscos de a magoar.

Levantando-se sem demasiada pressa, Harry despiu-se e observou Jordan fazer o mesmo, ainda que um pouco receosa.

Depois de pegar no pequeno pacote prateado e prevenir-se devidamente, Harry voltou à sua posição inicial e deitou o seu corpo sobre o de Jordan.

Como era previsto, a rapariga deixou-se ficar tensa e nervosa, mas Harry queria garantir que aquilo seria perfeito. Procurando a mão dela com a sua própria mão, Harry entrelaçou os seus dedos nos de Carter apertando-os reconfortante. Puxou-a e com os seus lábios deu um pequeno beijo carinhoso.

– Eu amo-te. – murmurou com os lábios esbarrando na mão dela.

– Eu amo-te! – respondeu ela igual.

Jordan fechou os olhos, quando Harry se viu pronto para a penetrar. Ela não podia estar mais ansiosa, mas a vontade de o ter tão inteiramente, impedia-a de recuar.

– Beija-flor não feches os olhos. – implorou. – Eu quero que olhes para mim.

De contra vontade, Jordan obedeceu ao seu pedido abrindo os olhos e procurou os verdes de Van der Wood. Numa inspiração alta, Jordan sentiu o desconforto quando Harry a penetrou devagar. Os seus olhos fecharam-se instintivos, mas logo depois voltou a abri-los.

Com calma e carinho, Harry repetiu o movimento algumas vezes até o desconforto no rosto de Jordan desaparecer.

Os suspiros pesados começaram a transformar-se em gemidos baixos e contidos. Harry sentiu a liberdade de poder investir com menor cautela, quando o corpo de Carter amenizou a sua tensão.

Uma sensação de calor começou a crescer dentro de si e Jordan soube que iria chegar ao seu limite. Os sons de prazer saiam soltos das gargantas, cada vez mais frequentes e altos.

Harry queria fazê-la sentir-se bem da forma que melhor podia, ele insistia em sussurrar “Eu amo-te” vezes e vezes sem conta, na orelha dela.

Jordan arqueou as costas sentindo o peso de Harry contra sim quando ambos chegaram ao clímax.

De cabelos desgrenhados e suados, Harry e Jordan deixaram-se ficar na mesma posição.

***

Já era provavelmente umas 3.00H da manhã quando Jordan adormeceu no seu peito, aquecida pelo abraço de Harry e o casaco dele.

Harry continuou acordado, com medo de adormecer e acordar horas depois pensando que tudo não passou de um sonho. Ele não conseguia evitar sentir esse receio, porque perdê-la era o seu único medo agora.

 

Nota Bene: Tá eu amei! Amei muito isto e no final das contas, acho que ficou bonito! E chorei kk

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