Lady Rebel
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Lady Rebel – Capítulo 22

– Toda a história de me pagares para que eu trouxesse a Jordan até ao 17Black naquela noite. – a expressão de Luke era de pasmo.– Era isso, não era? Tu já estavas a planear matá-la! Tu…

– Fala Baixo merda! – rosnou Harry empurrando Sparks contra a parede.

– Eu acabei de foder com o teu esquema não foi? – perguntou com um sorriso sacana na cara. – Eu só não entendo como é que eu não cheguei a essa conclusão mais cedo. A tua irmã! Ela sempre foi o teu calcanhar, o teu ponto fraco. Ela morreu naquele acidente de carro, o pai da Jay…- parou a olhar para o nada. – Foi o pai da Jordan que matou a Bella! – levantou as sobrancelhas surpreso com as próprias palavras. – O pai dela sofreu um acidente de carro, pouco antes de ser assassinado. Eu já conhecia a Jordan na altura, mas nunca pensei que…nunca pensei que pudesses querer culpá-la de algo que ela não fez. Isso é doentio e paranoico. Eu sempre tive toda a história a meu alcance e não entendi.

– Isso é porque tu és um filho da puta burro. – insultou-o por impulso.

– Hey! Cuidadinho com as palavras Van der Wood, eu posso muito bem contar tudo para a Carter, é só eu abrir esta porta e veremos quem é o burro nesta história. – ameaçou-o.

Harry viu a verdadeira ameaça por trás dos olhos de Sparks. Ele sentiu-se encurralado e sem munições, estava com medo. Medo da reação de Jordan se Luke contasse o que sabia, medo daquilo que ela pensaria dele e pior de tudo, medo de a perder, mesmo antes de a conseguir.

– Bem me pareceu! – exclamou Luke despertando a atenção de Harry. – Vamos fazer o seguinte! Eu vou entrar no quarto e vou ficar com a minha namorada, dar-lhe apoio e reconforta-la, até beijá-la se necessário, tal como um bom namorado deve agir e tu Hazza, tu vais embora deste hospital e nunca mais vais por lhe os olhos em cima, não vais ficar a menos de 50 metros de distância dela. – segurou-o no ombro mostrando-se valente. – Considera isto como um ultimato, não haverá mais chances. Ou fazes o que te digo, ou eu acabo com a tua raça Van der Wood. – virou costas a Harry. – Ah! Antes que eu me esqueça. Se alguma coisa acontecer à Jordan, se tu sequer pensares em tocar-lhe, podes-te considerar um homem morto Harry Van der Wood.

 

Um deslize idiota, um momento de distração e Harry deitou tudo a perder. Tudo que ele não precisava agora, estava a acontecer como uma prova do destino cruel que sempre o assombrava.

***

O seu caminho até ao Highway to Hell foi mais conturbado do que ele imaginou. Depois de rejeitar três chamadas de Jordan, Harry atirou com o telemóvel para o banco de trás e continuou a guiar com a cabeça a mil. Ele não se preocupava com o que teria que dizer ao pai, não pensava sequer em lhe dar um bom motivo para aparecer sem a Jordan.

A sua garganta ardia em dor, mas ele não parecia sentir. O choro estava contido há horas, Harry não queria soltar as lágrimas, sabia que depois disso, não iria parar. Então ele tentava não pensar em nada que lhe trouxesse tristeza, mas a maldita voz dentro de si, insistia, castigava-o, torturava-o até ao seu limite, recordando-o do quão estupido ele foi.

 

Quando estacionou o Land Rover nas traseiras do bar, Harry saiu do carro direto para o interior da espelunca.

A música alta penetrou-o ruidosa, deixando-o atordoado. Mas Harry tentou ignorar a sensação e foi à procura de Nicholas.

O sorriso malvado apagou-se do rosto do seu pai, quando percebeu que Harry estava sozinho. Nem um segundo foi necessário para Harry sentir a força de um estalo na cara, lançando-o meio metro para trás.

Por muito que lhe custasse admitir, não era a força da mão do seu pai que doía.

– Podes considerar-te órfão de pai. – agarrou-o pelo braço puxando-o para perto de si. – A partir desta noite não és mais meu filho. Quero-te fora da minha casa antes de amanhecer.

 

***

Duas semanas Depois

 

– Sim, sim claro! Obrigado mais uma vez senhora Van der Wood! – Jordan desligou o telefone soltando um suspiro inconsolável.

– E então? – perguntou Eleanor expectante, sentada no balcão da cozinha.

– Ela continua a dizer que ele viajou. – aproximou-se da amiga. – Eu sei que é mentira Eleanor. Eu só não entendo porque é que eles estão a mentir. Algo aconteceu, eu sinto isso.

– Talvez seja verdade Jordan! Talvez ele tenha mesmo viajado. – Eleanor sorriu tentando consolar a melhor amiga. – Eu falei com o Daniel, ele tem-me dito exatamente o mesmo. Diz que ele viajou, mas não disse para onde, nem quando volta.

Jordan deu um meio sorriso entristecido e foi para a sala. Sentou-se no banco do piano pensativa, tentando manter o resto da esperança que tinha ainda dentro de si.

Ela tinha uma suspeita, uma ideia do que poderia ter acontecido, mas ela mantinha a fé de que aquilo não era verdade. Não podia ser. Harry não a podia ter usado e descartando logo de seguida, como se ela fosse uma prostituta, um divertimento passageiro. Ele estava apaixonado por ela, ele disse-lhe isso e ela sentiu as palavras, ela sentiu o impacto delas. Eram reais, tinham que ser.

– Jay eu vou ter que ir. – Eleanor avisou. – Eu tenho que ir para casa, já está tarde e amanhã temos aulas.

– Claro. Podes ir. – alou sem olha-la. – Eu também tenho que me deitar. Tenho que tentar dormir, há duas semanas que eu não durmo bem.

Lawrence foi a encontro de Carter para se despedir dela. Jordan fechou os olhos e respirou fundo, quando a amiga a abraçou. Era a primeira vez que se abraçavam desde o entendimento. Jordan já não se lembrava do quanto ela adorava aquele abraço, do quanto ela precisava dele.

Quando ambas afrouxaram os braços, Eleanor afastou-se com um sorriso terno. Jordan retribuiu com outro, menos sincero, mas ainda assim significativo. Eleanor abandonou a casa a tempo suficiente de Jordan suportar a necessidade de chorar. Quando o elevador fechou as portas, Carter soltou um soluço alto e agudo.

Ela já estava a conter aquela vontade de chorar há tempo demais, o abraço da amiga foi a gota d’água para que as suas estruturas desabassem de vez.

Já havia passado duas semanas desde que ele se foi. Duas semanas que ela não o via e a cada dia, ela tinha mais certeza de que não iria suportar a sensação de vazio por muito mais tempo. Era incrível como alguém podia aparecer nas nossas vidas e num curto espaço de dois meses, tornar-se tão essencial.

Harry não era apenas uma pessoa, Harry era a sua pessoa, a sua outra parte. Ela amava-o, como nunca achou que poderia amar.

 

O silêncio da casa, já não era confortável. Era apenas solitário e escuro. Carter costumava amar as noites, elas sempre a abraçavam como uma filha querida, mas ultimamente ela tentava fugir a tudo o custo dessa mãe.

 

Deitou-se na cama, sem nem tirar a roupa que usava. Virou-se para o lado e viu que ninguém estava ali. Ele. Ele não estava ali.

O nó na garganta sufocou-a, Jordan teve que inspirar forte, para impedir a sua vontade de cair no choro outra vez. Ela estava a perder. A pouco e pouco, ela estava a perder a esperança. Ela já tinha ido a todo o lado, já tinha procurado em todos os lugares que sabia que ele frequentava, ela até já tinha alucinado que Harry estava a observá-la de longe.

O desespero faz dessas coisas com as pessoas, ou pelo menos, assim ela pensava. Sentindo o cansaço pesar nas suas pálpebras, Carter fechou os olhos, tendo como último vislumbre daquele dia, o seu estrelado.

 

“Vocês estão escritos nas estrelas!” o sussurro fê-la arrepiar-se e abrir os olhos assustada. Ligou a luz do quarto, mas não viu ninguém.

Então uma ideia surgiu-lhe e antes que ela desse por si, Jordan já estava a sair de casa, rumo ao casino.

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