Lady Rebel
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Lady Rebel – Capítulo 21

Lady

– Harry! É melhor pararmos! – pediu ofegante. – Harry a sério! – continuava tentando empurra-lo de leve, mas sem qualquer efeito.

– Jay não me peças para parar. – falou contornando o peito da garota com os lábios. – Tu sabes que eu não vou obedecer. E eu realmente gostaria de te agradar, mas…- parou. -…a vontade fala mais alto.

– Hazza…- tentou protestar, quando os lábios quentes de Van der Wood atacaram-na.

A maçaneta da porta rodou e ambos olharam assustados para a porta. – Jay estás bem? – Luke do lado do corredor, perguntou preocupado. – Porque é que trancaste a porta?

– Er…Est…Estou bem Luke, eu já saio! Eu só estava a precisar de ficar um pouco sozinha – olhou desesperada para Harry, como se lhe estivesse a pedir ajuda. – Podes voltar para a sala de espera, eu já vou lá ter, eu estou melhor.

– Ok! – concordou, para alivio da garota. – Mas não demores!

– Não, não, podes ir! – soltou o ar preso nos pulmões ao ouvir os passos de Sparks afastarem-se.

– Que porra, será que temos sempre que ser interrompidos na melhor parte? – resmungou Harry levando de seguida uma palmada. – Hey! Para que foi isso?

– Sinceramente, o Luke quase nos apanha e tu vens-me com “será que temos sempre que ser interrompidos na melhor parte?” – soou zangada.

Harry afastou-se um pouco e olhou-a de uma forma que Jordan não conseguiu decifrar, o que só a enfureceu mais.

– O que foi agora?

– Tu consegues ser ainda mais sexy zangada, eu nem sei como não reparei nisso antes! – sorriu de lado recebendo um olhar furibundo em resposta. – Para com esses olhares Carter. Depois não queres que te beije.

– Hazza! – empurrou-o indo em direção à porta.

– Pronto, pronto, pronto…- correu para agarrar a mão dela. – Eu estava a brincar, não falo mais nada.

– Ótimo! –abriu o trinco da porta. – Ah! E só uma coisa, quem é aquele tipo que salvou a Els?

As sobrancelhas do rapaz levantaram. – Ele é o Daniel, Daniel West, o meu melhor amigo.

***

Depois de mudar de posição umas 3 vezes, Carter começou a pensar no pior. A falta de notícias fazia com que o ambiente da pequena sala se tornasse cada vez mais pesado. Luke segurava a mão da namorada, Leah mexia no telemóvel, provavelmente a falar com alguém por sms’s. A senhora Lawrence rezava, acompanhada pela mãe de Jay, enquanto Harry e Daniel conversavam baixo.

– Os familiares de Eleanor Lawrence por favor! – Um homem de bata branca e prancheta na mão, surgiu na sala.

– Somos nós. – falou Leah, levantando-se logo de seguida. – Como está a minha irmã doutor?

– Ela está bem menina, tivemos que submete-la a uma pequena cirurgia mas nada de preocupante. Ela terá alta dentro de 2 dias. Já está acordada e disse que queria falar com o Daniel West. – informou o médico, recebendo olhares confusos de todos.

– Sou eu! – o rapaz de olhos castanhos levantou-se de sobressalto, chamando a atenção de todos.

– Rapaz faça o favor de seguir-me por favor.

– Mas nós é que somos a família dela, porque é que tem que ser ele o primeiro falar com a minha irmã! – argumentou Leah.

– Menina Lawrence por favor não queira causar discussão, é só esperar um pouco e já poderá estar com a sua irmã.

– Leah, nós já vamos estar com ela, espera um pouco. – Jordan apoiou a mão no ombro da amiga. – Ele não vai demorar.

Leah aliviou a tensão no olhar rendendo-se às palavras de Jordan e assentiu uma vez com a cabeça. Voltou a sentar-se no mesmo lugar e não consternou.

– Senhor West, por favor siga-me!

***

Jordan estava sentada ao lado da cama, olhando para a melhor amiga que dormia. Harry observava Carter de cabelos castanhos com um brilho no olhar.

Sparks tinha saído para ir fumar e havia deixado Carter sozinha com Eleanor, Leah e Harry. Jordan mal teve tempo de falar com a amiga, pouco depois de entrar no quarto, o efeito da medicação começou a fazer efeito e Eleanor adormeceu com um sorriso natural nos lábios.

O telemóvel de Van der Wood começou a tocar e ele levantou-se para atender.- Com licença!

– Preciso que faças uma coisa.

– Pai? – desencostou o telemóvel do rosto para confirmar que aquele realmente não era o número de Nicholas. – De quem é o telemóvel?

– Isso não interessa para ninguém. – gritou exaltado. – Estás sozinho?

– Só um segundo. – saiu da sala. – Agora estou.

– Harry esta noite preciso que arranjes forma de trazer a Carter mais uma vez até ao Highway. Desta vez o plano não vai falhar. Estou farto das tuas tentativas fracassadas.

– Pai…

– Cala a boca! – ordenou. – Se há coisa que eu aprendi contigo é que se eu quero as coisas bem-feitas, tenho que ser eu a fazê-las. Agora ouve atentamente. Preciso que a leves depois das 23.00H, o lugar tem que estar bem cheio, para que ninguém ouça nada.

– Eu não vou matá-la! – exclamou sem pensar.

– Claro. Não consegues! Tu apaixonaste-te pela bastarda.

– Como…

Como é que eu sei? – cortou-o. – Harry a única coisa que incapacita um homem é o amor. E tu amas essa bastarda, por isso é que fraquejaste em todas as vezes que a tentaste matar.

– Eu não fraquejei, eu só não podia simplesmente chegar lá e matar a Carter. – falou baixo.

A primeira vez que a levaste ao Highway! – começou a enumerar.

– O Liam viu-me. – defendeu-se.

– Isso foi a desculpa que tu deste a ti próprio para não teres que matar a miúda. E eu fui generoso ao deixar passar.

– Ele viu-me com ela, ele podia desconfiar!

– Harry faz um favor a ti próprio e começa a ser homem! Admite que falhaste, admite que sempre falhas quando o assunto é a Carter. Parece que esqueceste-te da promessa que me fizeste, parece que já não queres saber da morte da tua irmã. Para tia a Bella já não significa nada. – disse maldoso.

– Isso é mentira, eu amo a minha irmã! – gritou transtornado. – Eu amo-a.

– Então prova! Trás a Carter esta noite até ao Highway e acabamos com esta história de uma vez. Tu não queres ser livre? Não queres viver sem ter que deitar e acordar a pensar na morte da tua irmã? Não queres vingar a morte injusta dela?

– Sim. Mas…

– Não há “mas” nem meio “mas”, foda-se! Quero-a no Highway esta noite. – desligou antes que Van der Wood pudesse argumentar contra.

– Merda! – maldisse alto, dando um soco na parede à sua frente.

– Eu não acredito no que acabei de ouvir. –  uma voz exclamou mesmo por trás de Harry.

Nota Bene: MEU DEUS DO CÉU! SERÁ QUE ESTÁ TUDO ACABADO???

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por

Carol. 21 anos. Sonhadora a tempo inteiro, escritora nas horas vagas. Apaixonada por música, dança, moda e literatura. UMinho- Design e Marketing de Moda

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