Lady Rebel – Capítulo 9

Ela estava deitada na cama com um dos braços por baixo da cabeça e o outro pousado no ventre.

Jordan sorria ao recordar a noite passada. Na sua cabeça, aquilo era como um caleidoscópio de memórias coloridas, disformes e ainda um pouco duvidosas, mas era perfeito de certa forma.

Harry tinha-se comportado de uma forma surpreendentemente doce e cavalheira. Não havia dúvida na cabeça da garota, que aquela tinha sido a melhor maneira que ele poderia ter arranjado, para se desculpar.

A cabeça de Carter ainda não tinha dado aquele “clique”. M ela gostava de permanecer naquele estado. Não queria correr o risco de acordar e entender que tudo não passou de um sonho bom.

Ela ainda podia sentir, podia descrever cada uma das sensações como se elas ainda estivessem a fazer efeito no seu corpo.

Harry a havia beijado. Tinha sido apenas um pequeno choque na sua pele. Um choque que a deixou com todas as suas estruturas abaladas.

Duas batidas na porta anunciaram a entrada de Emma, a empregada –  Menina Carter a sua mãe ligou para avisá-la que vai ficar em Nova Iorque mais uma semana.

– Para variar, não é? – perguntou em tom irónico.

– Menina a sua mãe…

– Tem uma vida bastante atarefada. – completou. – Sim, eu já conheço a história Emma.

Emma não opinou mais sobre assunto, sabia melhor do que ninguém, que Carter era implacável quando o assunto era a sua mãe.

Informou Jordan sobre o jantar que tinha deixado dentro do micro-ondas e foi embora.

 

Carter ficou no quarto por pelo menos mais uma hora, revivendo todo aquele baile de trás para a frente.

Havia apenas uma coisa que a perturbava até então.

Jordan ainda não sabia quem era a loira do vestido amarelo e essa era realmente, a mais recente pulga atras da sua orelha. Ninguém a tinha visto, ninguém desconfiava de quem ela era. Como se ela nunca tivesse existido. Como se ela fosse obra da sua imaginação fértil.

XXX

Aquele beijo tinha sido a sua jogada de mestre. Mais uma vez, Harry estava sob o topo da situação. Jordan tinha ficado completamente rendida aos seus encantos e agora nada poderia parar Van der Wood de dar continuação ao seu plano.

 

Harry tinha-lhe mostrado o seu lado romântico, no baile de mascaras e hoje ele ia mostrar o seu lado sedutor, o que ela ainda não tinha visto.

Até ao momento, ele só tinha brincado com o psicológico dela, dando-lhe pequenas amostras daquilo que ele era capaz. Mas esta era a noite. Harry estava farto de esperar pelo momento ideal.

Levantou-se da cama e de avulso e só parou quando chegou ao carro.

Na sua mente, apenas um nome existia.

Jordan Carter.

XXX

Jordan pegou num casaco de cabedal preto e fechou o casaco até esconder o sutiã.

Quando Harry chegou, era já 23.00H. Jordan deu uma última olhada no espelho e sorriu de agrado com o seu visual. Os lábios estavam pintados de vermelho forte, o eyeliner de gatinho estava perfeitamente desenhado e a roupa assentava-lhe que nem uma luva.

 

Harry usava uma t’shirt branca que realçava cada um dos seus traços másculos. Um casaco de cabedal preto e um par de calças justas da mesma cor e Harry estava mais quente do que nunca.

– Vamos?

– Er… Sim. – respondeu um tanto embaraçada.

Ela não achou que desde aquele insignificante beijo, Harry passaria a trata-la como uma princesa, mas o fato de ele não ter feito qualquer menção ao seu aspeto, ou ter iniciado a mais insignificante das conversas, afetou um pouco o seu ego.

XXX

Durante a viajem até ao misterioso bar, do qual Harry fazia questão de não dar qualquer detalhe do seu paradeiro ou nome, Carter observava de canto de olho, cada um dos movimentos do garoto de cabelos bagunçados.

Ele mantinha os globos verdes fixos na estrada e ambas as mãos firmes, coladas sobre o volante, exercendo uma força desnecessariamente exagerada. Ele parecia falsamente calmo, apesar da respiração controlada e do seu estado ser aparentemente, de pura concentração, Harry não estava a agir como de costume, a típica descontração, os comentários dualistas e os olhares mal-intencionados não estavam lá, era como se estivesse a calcular cada um dos seus atos. Parecia que algo o estava a atormentar, algo do qual Carter não tinha conhecimento, mas Jordan não iria perguntar. Ela não tinha o direito de invadir a sua privacidade, pelo menos não tão cedo. Da última vez que o fizera as coisas não correram da melhor forma e ela não gostaria de correr riscos outra vez.

Jordan ainda estava muito além de gostar dele, mas isso não significava que ela não se importasse com os sentimentos de Van der Wood. Mas uma coisa era certa, Carter não podia negar, muito menos esconder que havia uma estranha conexão entre eles. Como se Harry fosse o lado negativo de um íman e ela fosse o lado positivo desse mesmo íman. Mesmo não querendo eles se encaixavam, se completavam. Eles eram os opostos, mas eles se atraiam.

XXX

O bar ficava muito mais longe do que Carter pensava, quando finalmente chegaram, Harry estacionou o seu Land Rover entre uma Harley e um Toyota velho e saiu.

Jordan sem saber bem como agir, fez o mesmo.

A noite estava fria e o ambiente era pesado. Caras mal-encaradas, sorrisos mal-intencionados, conversas baixas e olhares arrepiantes eram lançados por todos os lados. Não foi dicil para Jordan topar, que o“17Black” era como um parque infantil, comparado àquele lugar.

Harry não se mostrava minimamente assustado ou incomodado com a atmosfera tenebrosa que fazia o corpo da garota de cabelos castanhos arrepiar por completo. Ele parecia estar bastante familiarizado com aquele tipo de local e situação, o que inegavelmente surpreendeu Carter.

– Harry. – Jordan pigarreou perto dele. – Qual foi a tua ideia quando decidiste trazer-me aqui?

Os olhos verdes dele logo foram de encontro aos castanhos de Carter e Harry não pôde esconder um sorriso triunfante quando viu que Jordan sentia-se desconfortável naquele lugar.

– Carter pensei que eras um pouco mais durona.

– E sou! – protestou, enrugando a testa.

– Então porque é que estás a agarrar o meu braço como se a tua vida dependesse disso?

– Desculpa. – disse desconcertada, soltando o rapaz.

– Jordan não há o que desculpar. Eu até que gosto desse teu lado mais “donzela indefesa”.

Carter franziu ainda mais a testa, depois do recém apelido, mas não protestou.

Chegando mais perto, conseguiu ler o nome do bar num grande placar em letras garrafais, iluminadas a vermelho, “Highway to Hell”.

“Ironia” pensou ela.

– AC/DC? – perguntou.

– O dono é um fã!

– Conheces?

– Sim. – respondeu seco.

– De onde?

Harry lançou-lhe um olhar repreendedor e Jordan rapidamente entendeu que tocou num assunto proibido.

– Não precisas responder.

– Como se eu o fosse fazer. – soou rude, deixando Jordan confusa.

XXX

– Quem é ela Van der Wood? – o homem por trás do balcão apontou, levantando o queixo, segurando um copo numa mão e um pano na outra enquanto limpava-o.

– Não é da tua conta. – respondeu azedo sem tirar os olhos da garota que dançava propositadamente provocante.

Tudo que ele não precisava agora era alguém a fazer-lhe perguntas sobre Carter, quanto menos soubessem melhor.

Harry deu mais um gole na sua cerveja e respirou fundo.

Ele precisava de manter a calma. O suor escorria pelas suas costas por baixo da t’shirt branca. A falta de arejamento naquele bar contribuía ainda mais para o calor crescente. Harry lutava para manter o controlo e não estragar tudo.

Jordan estava muito mais à vontade agora. Ele sabia que tudo seria uma questão de tempo e de álcool, para que a garota se liberta-se.

Ela mexia-se à sua frente de forma insinuante e sensual. Cada balançar de cintura, cada rodopio exageradamente executado, era sempre com o propósito de captar a sua atenção. Carter olhava-o de 10 em 10 segundos, para se certificar se ele ainda a observava, encostado no balcão do bar.

– A garota está a tentar seduzir-te Hazza! – comentou o barman. – E pelo que vejo…Está a conseguir.

– Eu sei. – sorriu de lado.

Ele já havia chegado onde queria, mais par de horas e o seu problema estaria resolvido de vez.

Pelo menos era isso que Harry pensava, até ao segundo que reparou em quem o olhava de longe.

Liam Hayes estava sentado com um grupo de amigos num canto distante a Harry. Ele segurava uma cerveja na mão e fingia-se interessado no assunto dos outros, mas nunca perdia de vista o garoto de cabelos castanhos e olhos verdes.

“Merda”, pensou Harry para si.

Aquilo tinha acabado com todo o seu esquema. Ele estava perdido.

Tudo que havia planeado acabava de ir por-água-abaixo.

A sua cabeça começou a trabalhar rápido e de forma eficaz.

Sem pensar duas vezes, Harry correu ao encontro de Jordan e segurou-a firme pela cintura. Ele podia ter que adiar os seus planos, mas não ia desperdiçar aquela noite. Tudo era um jogo e não custava nada continuar com aquele bluff por mais algum tempo.

– Que susto Harry! – mostrou-se visivelmente assustada.

-Eu não estou num clima de dançar, então pensei que talvez pudéssemos jogar bilhar? – sugeriu sedutor.

XXX

 

Música maestro: http://www.youtube.com/watch?v=NlXTv5Ondgs

 

Era a sua vez de jogar e ela não perderia a oportunidade de arrancar o sorriso presunçoso de Harry quando a sua última bola entrasse no buraco e a vitória fosse clamada.

Desta vez ela não podia perder. Não quando o seu adversário era Van der Wood. A vitória era necessária, era uma prioridade.

Harry encostou as costas contra a parede mais próxima à mesa de bilhar, indicando a Jordan que ela poderia avançar com a sua jogada. As luzes vermelhas davam àquela sala um ar ainda mais misterioso e sedutor. A temperatura era já alta demais e a tensão pairava sobre aquela atmosfera. Kings of Leon tocavam a médio volume e impedia que o silêncio fosse criado.

Tragando uma última vez o seu cigarro, Harry pousou os olhos em Jordan inclinada sobre a mesa de bilhar. A garota encontrava-se na sua frente, com a mira na bola branca. Nunca antes houvera tanta malicia, nem tanto desejo naqueles globos verdes como naquele momento.

Jordan sabia que Harry a observava de forma carnal, mas não parecia se incomodar, pelo contrário, ela gostava. Gostava da sensação de ser desejada, de ser cobiçada. Harry era como um predador e ela a sua preza, mas não uma preza fácil. Se dependesse dela, aquele jogo duraria até Van der Wood começar a subir paredes e a implorar pelo seu toque.

Quando a necessidade por concentração falou mais alto, a música passou a ser o único som ouvido. Jordan levou toda a sua atenção para a bola vermelha que se encontrava estrategicamente perto da bola branca. Inclinando ainda mais o corpo contra a mesa, Carter focou o seu alvo e então lançou o taco contra a bola, fazendo com que esta atingisse a vermelha e essa entrasse diretamente no local certo.

Um meio sorriso de satisfação surgiu nos seus lábios e ela não esperou nem um segundo, para levantar o olhar e encontrar o de Harry…

– Eu poderia ficar aqui toda a noite ver-te inclinar e estender sobre essa mesa. – Harry disse transportando todas as possíveis segundas intensões nas suas palavras. – Seria um prazer.

O rubor nas suas bochechas foi impossível de evitar, mas logo ela entendeu que aquele comentário fora uma tentativa de a desconcentrar.

“Foco” interiorizou ela como se aquele fosse o seu mais novo mantra.

Harry pegou no giz e usou-o, soprando de seguida o excesso. Lentamente ele circulou a mesa e aproximou-se de Jordan. Nem por um segundo que fosse os seus olhares se desencontraram o que apenas contribuiu para a crescente sede sexual.

Jordan voltou a posicionar-se sobre a mesa de bilhar para dar mais uma tacada, agora na bola azul. Colocando-se propositadamente virada de costas para Harry, ela sorriu triunfante quando ouviu um suspiro alto vindo de trás.

– Eu sei qual é a tua ideia Carter. Já entendi qual é o jogo que tu realmente queres jogar.

Lentamente, Jordan levantou-se e virou-se para Harry. Olhar para ele só confirmou as últimas dúvidas que ainda restavam.

Harry queria-a mais do que qualquer outra coisa naquele momento. Se ela se atrevesse a olhar bem nos seus olhos, ela poderia até mesmo confirmar que aquela situação não era apenas uma questão de querer, mas sim uma necessidade de a tomar, tomá-la como nunca ninguém antes o fez.

O som do taco cair no chão acordou-a para o que ia acontecer de seguida.

Harry atirou o objeto contra o canto da sala e andou a passos rápidos até à garota. A primeira coisa que ela viu, foram aqueles dois olhos ardendo contra os dela, depois uma mão foi posicionada sobre a base da mesa e Carter viu-se obrigada a encostar a cintura contra a superfície.

– Eu não costumo interromper nenhum jogo de bilhar. – sussurrou rouco, encostando os seus lábios à orelha da garota. – Mas momentos desesperantes, pedem atitudes desesperantes.

Ela só se lembra de ter engolido a seco e fechado os olhos. Depois tudo ficou escuro, depois tudo ficou claro e então uma explosão de cores e sensações vieram tomá-la por completo.

Aquele cheiro afrodisíaco e inebriante invadiu os seus pulmões e drogou-a no segundo seguinte. Duas mãos quentes e desesperadas, envolveram a sua cintura apertando-a prazerosamente e levantando-a no ar. Por instinto ela não hesitou em enlaçar as pernas no tronco de Harry e lançar ambos os braços para o pescoço do garoto.

Sentindo-se ser pousada sobre a mesa de bilhar, a garota voltou a abrir os olhos para encontrar mais uma vez os de Van der Wood. E então aconteceu. E não foi como ela pensou que seria. Foi mil vezes melhor.

O choque entre aquelas duas bocas, causou a ambos os corpos descargas de energia elétrica. Se Jordan não desmaiasse com aquilo, nada neste mundo o poderia fazer. A agressividade misturada com a ânsia de se sentirem tão completamente, fazia-a querer ser livre da necessidade de oxigénio.

A exigência que lhe era pedida, juntamente com a entrega que lhe era dada, deixavam-na desconcertada e carecida por mais.

Se alguma vez ela tivera dúvidas de que o céu existia, as suas suspeitas acabavam de ser anuladas. Beijar Harry era como tocar num pedaço de céu.

As línguas lutavam em sincronia, enquanto ambas as mãos percorriam os corpos explorando cada centímetro ainda desconhecido.

Harry pressionava o corpo dela contra a mesa de bilhar e Jordan estremecia de cada vez que ele se insinuava.

A volúpia era muita, o desejo era demais. A necessidade era consumista.

A textura dos lábios de Harry, era quente e macia, uma total antonímia à força que ele entregava àquela ação tão carnal.

Os corações batiam descompensados, as respirações já falhavam e o calor começava a ser insuportável.

Ela sentiu a mão de Harry empurrar o casado dela para trás e não pensou duas vezes em ajudá-lo a executar a ação. Puxando o ziper para baixo, Jordan viu a cara de surpresa e satisfação surgir no rosto do garoto.

A peça de roupa foi atirada, fazendo agora companhia ao taco de bilhar no canto da sala.

Harry não se demorou em recolocar as mãos no corpo quente e suado da garota e Jordan também não perdeu tempo em retribuir o contacto.

– Eu sabia…- falou ele com os lábios colados na boca dela. – Sabia que havia algo interessante por baixo daquele casaco.

Eles voltaram a se beijar agora com maior desejo. O impacto fez com que um pequeno gemido escapasse da garganta do garoto e Jordan atingiu o ápice do seu desejo. Ela soube que naquele momento ele era tudo que ela mais desejava.

Van der Wood prensava-a contra ele de forma viril e sensual e cada vez tornava-se mais difícil manter-se lucida sobre quem era, onde estava e o que estava a fazer.

A sua boca estava roxa e dorida, mas a vontade de continuar era muito maior.

Harry encurralou mais uma vez os seus quadris contra os dela e Jay pôde ter finalmente a perceção do quão excitado ele se encontrava.

O ar em ambos os pulmões era já mais do que necessário. Harry deixou deslizar os seus dentes pelo lábio inferior de Carter e sentiu um sorriso formar-se na boca dela.

Jordan sabia que estava em desvantagem. Por baixo daquela jaqueta ela trazia apenas um sutiã de renda preto e naquele momento ela era a única fisicamente exposta na sala.

– Tira…- ela disse entre respirações pesadas, puxando a t’shirt do garoto para cima.

Ele não pensou antes de obedece-la. Tanto quanto ela, Harry estava fora de si e Jordan não perdeu tempo em depositar as suas mãos na pele nua e tatuada de Van der Wood quando este já não usava a t’shirt.

Os olhos castanhos da garota transbordavam luxuria e ela não conseguia desviar-se do corpo perfeitamente definido à sua frente.

Cada traço físico de Harry, era como uma escultura clássica e cada toque, era como um convite para uma viajem sem volta ao paraíso.

Então ela olhou para uma tatuagem em específico. No lado esquerdo do seu peito ele tinha um nome escrito.

Um nome bonito. Um nome de uma mulher.

“Bella”

Jordan não perguntou, no entanto não conseguiu evitar passar um dedo sobre aquela marca e Harry percebeu.

Bruscamente ele recuou, assustando a garota com a sua falta de sensibilidade e pegou na t’shirt sem encará-la.

– Harry…

– Vamos embora.

Simples e frio. Foi assim que ele soou.

A única vez em que Harry lhe falou assim fora quando Jordan questionou-o sobre quem era a garota na fotografia.

Agora não havia dúvidas. Bella era o nome da garota de olhos azuis.

One thought on “Lady Rebel – Capítulo 9

  1. OMG … Que capítulo foi esse ??!! Quem será a Bella ?? Não me mate de curiosidade.. Não demore pra continuar … I ❤ U 🙂 🙂 🙂

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